fbpx

terrorismo alimentar - Dr. Thanguy Friço

Cuidado com o Terrorismo Alimentar

Cuidado com o Terrorismo Alimentar preconizado por certos profissionais da saúde e da internet, pois o excesso de restrições alimentares pode ser o começo de uma doença.

O terrorismo alimentar, apareceu com a demonização de certos alimentos e apologia a outros. Esse terrorismo varia seu alvo e teve início com o ovo, depois a gordura, depois o carboidrato, o açúcar e agora o glúten e a lactose. Todo esse excesso de variedade de informações contraditórias faz com que se torne cada vez mais confuso entender o que faz bem e o que faz mal na. Estamos vivendo a era dos extremos: enquanto as mídias fazem apologia do corpo ideal, muitas pessoas ostentam restaurantes caros, bebidas e pratos de comidas calóricos nas redes sociais. Atualmente, classificamos os alimentos de forma radical: é ruim ou é bom, ajuda ou prejudica, engorda ou emagrece. É um verdadeiro terrorismo nutricional. Esse terrorismo faz com que o ato de comer se torne um comportamento potencialmente nocivo para nossa alimentação.

Temos muita ansiedade na hora de comer, temos dúvidas sobre o que comer, o que é bom ingerir, o que se pode escolher. E raramente as pessoas pensam no que realmente querem, dentro do seu objetivo e estilo de vida, principalmente porque nos fizeram acreditar que tudo o que é gostoso faz mal e tudo o que é saudável não é saboroso.

Vivemos um tempo que a cada dia aparecem novos mocinhos ou vilões na área alimentar, precisamos ter atenção ao evitarmos determinados grupos de alimentos e o caminho ideal é um maior equilíbrio entre os grupos alimentares. Está cada vez mais raro encontrar pessoas que pregam o equilíbrio e ainda mais difícil encontrar aquelas que o praticam. Infelizmente, as pessoas tendem a agir de forma extremista: ou se alimentam de forma exageradamente saudável ou comem de forma totalmente descontrolada, enquanto o mais adequado seria nem um, nem outro.

O grande problema é quando as restrições descambam para o radicalismo, certos médicos, nutricionistas e outros profissionais que nem da área de saúde são, e intitulam-se pesquisadores de saúde, começam a dar dicas de que devemos por exemplo evitar de uma vez por todas o leite, a gordura dos alimentos, nem se fale então, nos alimentos que contem glúten, dentre muitos outros alimentos. Isso não é defesa da saúde, isso é terrorismo alimentar. Há um excesso de informações contraditórias em relação à alimentação, ninguém sabe mais o que comer, precisamos salvar as pessoas do excesso de restrições que está acabando com o prazer da nossa comida.Enquanto formos rígidos com esses critérios, certamente estaremos passíveis de arcar com o sentimento de culpa. E essa culpa ao comer atrapalha nossa saúde física, mental e social.

Alimentos sem Glúten são mais saudáveis?

As dietas que excluem o glúten são recomendadas e direcionadas a pessoas que apresentam doença celíaca; uma doença onde o indivíduo apresenta intolerância permanente ou alergia ao glúten, uma proteína encontrada em cereais como trigo, centeio e cevada.

O tratamento da doença baseia-se em uma alimentação isenta desta proteína por toda a vida. Para estas pessoas, o consumo do glúten provoca inflamação no intestino, além de outros efeitos colaterais, podendo impedir a absorção de nutrientes.

Contudo, ainda não há pesquisas conclusivas que sustentem a recomendação da exclusão do glúten da alimentação habitual para quem não for alérgico à proteína. Em contrapartida, estudos iniciais sobre o glúten sugerem que a sua retirada da alimentação pode favorecer a redução do peso corporal e do acúmulo de gordura. Esses achados podem estar relacionados à redução da ingestão total de calorias e carboidratos na dieta, que, por si só, apresenta benefícios comprovados na redução de peso.

Cabe destacar, ainda, que a maioria das pesquisas sobre os efeitos da dieta sem glúten é realizada em animais e apresenta resultados divergentes. Em uma pesquisa que avaliou o perfil nutricional de produtos vendidos em supermercados, concluiu-se que aqueles que apresentam na embalagem a descrição de “sem glúten” apresentaram piores teores de nutrientes comparados àqueles que contém “com glúten”.

Os autores concluíram que é improvável que o consumo de produtos sem glúten possa conferir benefícios à saúde para aqueles que não têm intolerância ao glúten.

No entanto, mais pesquisas são necessárias para melhor esclarecer os mecanismos e comprovar se há efeitos reais de dietas sem glúten para indivíduos saudáveis. Quando se objetiva a redução do peso e a saúde, é preciso ter um olhar ampliado.

Planeje sua saúde e evite a obesidade, fator de risco do câncer de próstata

Entramos no “Novembro Azul”. O mês mundial de combate ao câncer de próstata. Talvez você não saiba, mas a obesidade pode influenciar o surgimento do câncer de próstata por diminuir a produção do hormônio testosterona e aumentar a conversão de testosterona em estrogênio. Read more “Planeje sua saúde e evite a obesidade, fator de risco do câncer de próstata”