fbpx

Você sente dor lombar e ninguém consegue saber o motivo?

Você pode ter uma vértebra de transição lombossacra: dificuldades no diagnóstico e no tratamento da Síndrome de Bertolotti

 

 

A síndrome de Bertolotti é um problema congênito da coluna vertebral caracterizada pela ocorrência de uma mega-apófise transversa lombar em uma vértebra de aspecto transicional, que geralmente se articula com o sacro ou com o osso ilíaco. A síndrome tem sido considerada uma possível causa de dor lombar não diagnosticada.

A porção mais baixa da coluna, chamada de região lombar, é formada por um grupo de cinco vértebras, que possuem um corpo vertebral na sua região anterior e os chamados elementos posteriores (arco neural e processo transverso).

Mas existe um grupo de pessoas que possuem uma vértebra a mais na região lombar baixa, ou tem sua 5ª vértebra lombar (L5) com morfologia diferente. A alteração de formação mais comum, seja nesta vértebra extra-numerária, ou numa L5 atípica, é a chamada mega-apófise transversa, podendo ser uni ou bilateral.

Ao invés de um processo transverso típico, o processo ou apófise transversa destas vértebras “diferentes” é anormalmente grande. Quando isso acontece, a vértebra que apresenta mega-apófise transversa é chamada de vértebra de transição.

Há inclusive uma síndrome descrita para relatar esta situação muito comum, estimada ocorrer em 10-20% da população, que é a síndrome de Bertolotti, é uma desordem congênita da coluna vertebral caracterizada pela ocorrência de uma mega-apófise transversa lombar em uma vértebra de aspecto transicional, que geralmente se articula com o sacro ou com o osso ilíaco. Tal síndrome tem sido considerada possível causa de dor lombar.

Acompanho a explicação de que a vértebra de transição, por não se articular ou movimentar normalmente em relação ao sacro, já que a mega-apófise está “fusionada” ou “colada” no sacro, promova efeito roda presa do carro, sobrecarregando por fim o segmento (disco principalmente) logo acima, local e motivo de degeneração e dor.

Nem sempre as pessoas com vértebra de transição terão dor, mas identificá-la é fundamental. Quando pensamos em evitar degeneração e dor, é importante buscarmos orientação adequada para praticar os exercícios, evitando a sobrecarga de um segmento (acima da vértebra de transição).

Um raio-x mostra facilmente a alteração. Procure um médico e converse sobre o tema. Até porque, se você quiser praticar atividades mais intensas, essa visita pode descartar e evitar problemas maiores no futuro.